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28 de maio de 2015

ARTIGO/RECEITA: PÃO, ALIMENTO ANTIGO COMO A HUMANIDADE

É manhã de segunda-feira em uma cidade do interior do Estado de São Paulo e o Sr. Carlos, um típico pai de família, pula da cama cedo para ir até a padaria do bairro comprar o pão ainda quentinho como gosta desde criança, para ele é maravilhoso saborear a manteiga derretendo naquele pãozinho francês crocante acompanhado de um cafezinho fresco antes do dia de trabalho .

IMAGEM 01: Arqueologia: Pão antigo/Carcaça de Cereais
Será que o Sr. Carlos conhece toda a história por trás daquele pão que está comendo no seu café da manhã? Bem, acreditamos que nem o melhor dos historiadores conseguiria tal feito, afinal, o pão é um alimento tão antigo quanto a própria humanidade. Estudos recentes apontam que o seres humanos há 23 mil anos, no período paleolítico superior, processavam e consumiam cereais selvagens e já no período neolítico (9.500 anos a.C), usavam mecanismo de pedras simples para moagem e remoção da casca desses grãos. Com o passar do tempo aprenderam a misturar água e criar uma variedade de mingaus ralos a mingaus rígidos que colocavam no sol para secar e formar uma espécie de pão encrostado, veja na IMAGEM 01, um achado arqueológico onde ainda podemos ver os grãos integrais intactos.

Outros estudos apontam que o pão surgiu na Mesopotâmia (atual Iraque), junto com o cultivo do trigo há 12 mil anos, sendo preparado da mistura de farinha com o fruto do carvalho, uma espécie de noz. O resultado era um pão duro, achatado, seco e amargo que necessitava ser lavado em água fervente por várias vezes, obtendo broas que eram expostas ao Sol para secar e depois assadas sobre pedras quentes ou debaixo de brasas. Os egípcios por volta de 7000 a.C, foram os primeiros a assarem o pão em um forno e mais tarde os primeiros a trabalharem com a fermentação. O pão egípcio era feito de trigo, cevada ou aveia ou misturas desses e era base da alimentação daquele povo, servindo também como moeda de pagamento.


IMAGEM 02: Os antigos egípcios eram grandes produtores de trigo e cevada
Como acontece a fermentação do pão?
O ar está naturalmente cheio de microrganismos, dentre estes, estão os esporos da levedura, um fungo unicelular de rápida reprodução. A massa de pão quando em ambiente adequado, um dia quente por exemplo, é um meio perfeito para alimentação e reprodução desse fungo, por ser úmida e rica em açúcar (carboidratos da farinha de trigo por exemplo). A levedura realiza a glicólise (quebra) das cadeias de açúcar, obtendo como resultado o gás carbônico, álcool etílico e substâncias aromáticas (aquele cheiro característico da massa). As bolhas de gás carbônico produzidas pelas leveduras, ficam presas dentro da massa por causa do glúten, fazendo ela inflar ou crescer como uma bexiga.

De acordo com a cultura de cada povo, o pão pode ter várias receitas, assim várias formas e sabores. Os judeus, por exemplo, produzem o pão ázimo (asmo, matzá, matzah), que é um a preparação simples e sem fermentação. Os franceses produzem a baguete francesa, que tem como característica ser um pão de formato longo e os italianos o rústico pão italiano, que tem como característica a casca rígida e o sabor levemente azedo. O fato é que assim como na vida do Sr. Carlos, o pão não pode faltar à mesa da humanidade, seja no café da manhã, no lanche da tarde e até no jantar. Ele é um alimento provedor de energia estando na base da pirâmide alimentar junto com os demais alimentos fontes de carboidratos.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a história do pão, que tal preparar seu próprio pão super saudável e rústico em casa com a receita exclusiva do nosso blog? Antes de iniciar a sua jornada, recomendamos a leitura do nosso artigo "Siga a Receita!", que dá dicas de como obter sucesso na sua preparação.

Vamos lá?

PÃO DOCE INTEGRAL COM PASSAS, LINHAÇA E CASTANHA DE CAJÚ:

Ingredientes:

Biga/fermento:
Biga/fermento pronto

05 gramas de fermento biológico seco instantâneo
01 colher de sopa de farinha de trigo branca;
1/2 colher sopa de açúcar mascavo;
1 e 1/2 colher de sopa de água morna.

Nota: Não mate seu fermento. Água morna é aquela que é suportada quando nela imergimos a ponta do dedo previamente higienizado. A biga pode não ficar idêntica a da foto ao lado, mas o importante é que ela demonstre crescimento e bolhas, mesmo que em menor quantidade.

Massa:

250 gramas de farinha de trigo branca;
250 gramas de farinha de trigo integral;
1/2 xícara de açúcar mascavo;
02 ovos inteiros;
1/2 xícara de leite integral (usado na receita) ou desnatado em temperatura ambiente;
1/2 xícara de água filtrada em temperatura ambiente;
01 colher de sopa de óleo vegetal (soja, girassol, milho);
01 e 1/2 de manteiga ou margarina;
1/2 colher de chá de sal;
1/2 colher de chá de essência de baunilha;
Biga/fermento pronta.

Complementos da massa opcionais e substituíveis:

Uvas passas a gosto;
Castanha de caju sem sal e triturada em pedaços a gosto (não é farinha);
Linhaça a gosto;

Nota: Não exagere nas quantidades.

Calda para pincelar sugerida:

1 e 1/2 colher de sopa de leite (temperatura ambiente);
1 colher de sopa de açúcar mascavo;
1/2 colher de canela em pó;

Aveia em flocos para polvilhar.

Modo de preparo:

Preparando a biga/fermento:

Misture bem todos os ingredientes em um recipiente pequeno, até obter uma espécie de mingau;

Tampe com papel filme e deixe descansar em local seco, longe dos raios do sol, por 15 a 20 minutos até que dobre tamanho ficando parecida com uma esponja;

Preparando a massa:

Em uma tigela, junte a farinha de trigo branca, a integral e o açúcar mascavo e misture até obter uma mistura homogênea de cor marrom clara, faça um buraco no meio e com a ajuda de uma colher, junte a biga/fermento, os 02 ovos, o óleo vegetal, a margarina/manteiga, a essência de baunilha e comece a misturar com as mãos adicionando o leite, a água e o sal alternadamente até obter uma massa meio grudenta, ;

Jogue um pouco de farinha branca em uma bancada ou mesa higienizada, vire a tigela de cabeça para baixo, dê uns tapas e deixe a massa cair, feito isso, sove por 15 minutos até obter uma massa lisa e grudenta nas mãos;

NOTA: A massa é realmente grudenta, e assim deve ser, jogue pouca farinha branca na bancada para ajudar na sova, no final a massa deve continuar grudenta e ainda deve restar um pouco de massa nas suas mãos, este é o ponto.

Com óleo vegetal, unte levemente a tigela anteriormente usada, faça uma bola com a massa e com ajuda de uma espátula ou pão duro a retire da bancada, colocando-a na tigela. Tampe com um pano limpo e deixe descansar em local seco e longe de correntes de ar e luz do Sol por uma hora, até que dobre de tamanho;

Após uma hora, pegue a massa já crescida e dê "soquinhos" até que ela abaixe, jogue farinha integral na bancada e sove por mais cinco minutos, você perceberá que a massa continua grudenta, mas não tanto como antes;

Nestes cinco minutos, vá juntado as passas, a linhaça a castanha de caju triturada e sove bem para que se espalhem por toda a massa;

Volte a massa para a tigela;

Rapidamente, unte uma forma de "pão de forma" média (recomendada) com manteiga/margarina e farinha integral;

Esfarinhe a bancada com um pouco de farinha integral novamente, jogue a massa e usando um rolo de macarrão abra-a, orientando-se no tamanho da forma, cuidado com as passas para não fugirem (rs.), você pode acrescenta-las melhor aqui, enquanto enrola a massa;

Pegue a massa aberta, e comece enrolar, achate e estique, de forma que caiba na forma;

Nota: Você pode fazer em outros formatos, como baguete e pão italiano.

Deixe descansar por mais trinta a quarenta minutos, aos vinte minutos ligue o forno a 200 graus e deixe aquecer, (não deixe a massa próxima ao forno, tipo em cima do fogão);

Se tudo estiver correto a massa vai ter crescido novamente nesse estágio, agora faça a calda misturando bem os ingredientes e com a ajuda de um pincel de cozinha ou as mãos higienizadas, passe-a levemente sobre a massa de forma generosa, polvilhe a aveia em flocos e leve ao forno por 30 a 40 minutos;

Vigie o forno e observe a massa e seu crescimento, o pão estará pronto quando com a ajuda de uma colher ou a mão (cuidado!) ao bater na casca, esta soe oca e rígida;

Retire do forno o seu pão rústico, deixe esfriar e sirva fatiado. Bom apetite!





10 de janeiro de 2015

CURIOSIDADE: A CULINÁRIA DO EGITO ANTIGO

Localizado no norte do continente africano, o Egito é um país famoso por possuir as milenares e famosas Pirâmides de Gizé e o segundo rio mais extenso do mundo, o Nilo. A sociedade Egípcia é também uma das mais antigas que sem tem notícia, sendo já na antiguidade muito organizada de forma hierárquica, o que na época não era  justo mais funcionava.

A alimentação do antigo povo egípcio consistia basicamente em pão, cerveja, legumes, frutas e carnes de animais domésticos, caça e pescado, estes dois últimos eram mais raros e caros. Assim como hoje, a alimentação era dividida por classes sociais, ou seja, a elite e o governo tinham melhor acesso a alimentos como a carne, e os camponeses e trabalhadores sobreviviam apenas com a alimentação básica de pão e cerveja.

Casal nobre comendo algo parecido com baklava, uma espécie de pastel doce
recheado de nozes trituradas ainda consumido na região.
O pão egípcio era feito a partir de um tipo de trigo chamado Emmer, estudos relatam que também utilizavam cevada para o seu preparo. A cerveja, que não era nada parecida com a de hoje, era semelhante a um mingau fermentado, feita do próprio pão de cevada lavado, escoado e deixado para fermentar, era fonte de proteínas, minerais e vitaminas e se chamava "henequet". O curioso é que tanto o pão como a cerveja eram cheios de pequenos grãos de pedras, devido ao processo de moagem das sementes de trigo e cevada entre duas pedras para obtenção da farinha, fato evidenciado por achados arqueológicos onde os dentes encontrados nas ossadas são extremamente danificados, principalmente daqueles encontrados em tumbas direcionadas aos pobres, que consumiam menos carne que os ricos e faraós.

A agricultura do povo egípcio era favorecida pelo fabuloso Rio Nilo e os vegetais como cebolinha verde, alho, pepinos, fava, lentilha, tubérculo de papiro e outros, entravam como complemento do pão e da cerveja, algumas frutas presentes eram as tâmaras, figo, pomo, romã e amêndoas.

As carnes eram oriundas de animais como gansos, carneiros, porcos e peixes; muitas vezes eram meio de pagamento e comida especial de grandes festas e cerimônias fúnebres. Há relatos do consumo de vinho, azeite, mel e especiarias como salsa, tomilho, cominho branco e preto, erva-doce, manjerona e hortelã que são NATIVAS da região.

No papiro de Ebers datado de 3400a.C, existe uma prescrição dietética que até então é a mais antiga conhecida, que diz o seguinte: por isso foram instalados postos com suas funções atribuídas para fornecer nutrição e todos os alimentos... Tudo tem que ser obtido dos mesmos, alimento, nutrição ou gêneros para os deuses e tudo que for bom para satisfazer suas necessidades alimentares”.

Os antigos egípcios realizavam três refeições diárias: a primeira refeição do dia era composta por frutos, a do meio que geralmente era realizada fora do lar, muitas vezes no trabalho, continha carnes, pão, vinho, cerveja e frutas, e a terceira e principal ocorria no final da tarde e tinha carne de ganso assada. Obviamente nem todos tinham acesso a essa variedade.

Quer saber mais sobre a culinária do Egito Antigo? Acesse as fontes que usamos para escrever este pequeno artigo:

3 de dezembro de 2014

ESTÉTICA X SAÚDE: O QUE VOCÊ ESTÁ PRIORIZANDO?

É comum nos dias hoje encontrarmos cada vez mais pessoas insatisfeitas com o seu peso ou corpo atual, pessoas sempre buscando pela mudança de forma das várias maneiras disponíveis na sociedade, até mesmo as mais agressivas e inusitadas. Ter o sonhado corpo perfeito (leia o quadro) que é incansavelmente exibido na mídia é o objetivo de muitos; as academias estão cada vez mais lotadas, a venda de suplementos alimentares, ao que parece, tem crescido assustadoramente e as agendas dos cirurgiões plásticos estão sempre lotadas; saúde? Não podemos afirmar que a maioria busca ou sequer pensa nisso, pois a beleza está no topo dos objetivos.

Sentir-se bonito (a) e jovem é importante porque melhora a nossa auto-estima, nos faz sentir bem conosco e com a sociedade, neste contexto, a estética no meio das ciências é conhecida como a filosofia do estudo ou arte do que é belo nas manifestações naturais e artísticas, assim, a beleza física, aquela que agrada os olhos segundo os padrões sociais que vivemos hoje é constante alvo da estética, que através de inúmeras técnicas visa a transformação física do ser humano.

Estar em completo bem estar físico, mental e social seria a principio a definição básica de saúde, como estabeleceu a Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948. Atualmente sabemos que conceito de saúde vai bem mais além do plano físico e orgânico chegando às barreiras da sociedade. Ser saudável além da ausência de qualquer doença/pertubação das ordens físicas e mentais e ter uma vida social plena é também ter consciência daquilo que melhora a própria vida e a da comunidade que fazemos parte.

Mudanças: Quando são necessárias?
Quando falamos em transformar o ser humano estamos implicando diretamente em sua saúde; porque estamos trabalhando nos planos físico, mental e social, portanto, é importante que aqueles que buscam mudanças tenham consciência da sua melhora como um ser humano e do reflexo positivo que isso trará no meio onde vive, afinal, pessoas vão querer fazer o mesmo ainda que não saibam os meios, pegando muitas vezes atalhos que terminam em situações trágicas, leia as reportagens abaixo:

*Anoréxica, modelo morre aos 21 com 40 kg
Os métodos mais invasivos, tais como as cirurgias plásticas são, ou pelo ou menos deveriam ser destinados em último caso e exclusivamente quando houvesse a necessidade de salvar a vida ou realizar uma correção estética que melhoria a auto-estima das pessoas. O que notamos hoje é que tais procedimentos foram banalizados e as pessoas os procuram como se tivessem planejando e pagando por uma viagem de férias.
Se existe saúde, não importa a sua forma corporal!
Ser feliz é o que importa! Sorria para a vida!

Na mesma linha, o uso indiscriminado de suplementos alimentares também trazem graves problemas à saúde, os frequentadores de academias não buscam por atendimento e orientação profissional e jogam em seu organismo cargas nutricionais totalmente desequilibradas.

Antes de pensarmos em mudar algo no nosso corpo devemos analisar as possibilidades. O interessante é que busquemos incansavelmente pelos métodos naturais, aqueles que não são agressivos e não colocam nossas vidas em risco. É preciso ter calma e paciência, os melhores e verdadeiros resultados demoram, isso é normal. Colocar a saúde em segundo plano não é uma boa escolha porque é através desta que conseguimos alcançar todos os objetivos que almejamos, inclusive os fins estéticos.

3 de setembro de 2014

OBESIDADE: PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA MUNDIAL

A obesidade é uma doença crônica que se tornou um problema de saúde pública mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1995 o número estimado de adultos obesos era de 200 milhões, a partir de 2000 esse número aumentou para 300 milhões e atualmente estima-se que existem 600 milhões de adultos obesos no mundo, podendo chegar a 700 milhões em 2015. No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012 revelou que uma boa parte da população brasileira está acima do peso, atingindo 54,4% dos homens e 48% das mulheres, são cerca de 22 milhões de brasileiros obesos.

São várias as causas da obesidade, dentre elas podemos destacar os fatores genéticos, as endocrinopatias ou doenças de origem hormonais (representam 10% dos casos no Brasil), o sedentarismo e a alimentação irregular. Neste contexto, a vida conturbada nos centros urbanos é uma contribuinte para a obesidade, uma vez que as pessoas gastam menos energia em relação ao que consomem, seja por não andarem a pé, por recorrerem aos baratos, rápidos e calóricos alimentos industrializados (fast-foods) e por exercerem atividades laborais que demandam pouco ou nenhum esforço físico.

O ganho excessivo de peso está associado a várias causas
O peso excessivo e as limitações físicas são apenas alguns dos problemas que um quadro de obesidade traz à uma pessoa. A Síndrome Metabólica é comumente associada ao caso e tem como base a resistência insulínica. Pessoas com obesidade central (circunferência da cintura superior a 102 cm no homem e 88 cm na mulher), hipertensão arterial, glicemia de jejum alterada (>110 mg/dl) ou diabetes, distúrbios no colesterol (fração HDL baixa e fração LDL alta) e valores de triglicérides altos, têm grande probabilidade de diagnóstico de Síndrome Metabólica. As principais consequências da obesidade associada à Síndrome Metabólica são as doenças cardiovasculares, tais como aterosclerose, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O índice de mortalidade por essas doenças tem sido cada vez mais alto.

Algumas pessoas portadoras de obesidade recorrem aos diversos tipos de intervenções para se verem livres do problema, algumas invasivas como a redução de estômago (cirurgia bariátrica) e cirurgias plásticas, a administração de medicamentos inibidores de apetite que foram novamente liberados no país e dietas severas. No entanto, tentar resolver o problema com essas formas pode não ser eficaz quando não há o trabalho de educação alimentar e físico porque a principal mudança que deve ocorrer é a do comportamento. De nada adiantará reduzir o volume do estômago ou apetite e continuar ingerindo alimentos hipercalóricos sentado (a) no sofá. É muito importante que o indivíduo seja interessado no seu caso, conheça e aceite a sua realidade e busque por ações efetivas e o mais naturais possíveis. Por outro lado, o governo também deve buscar por estratégias que estimulem as pessoas a evitarem os maus hábitos físicos e alimentares, já que temos aqui um problema grave de saúde pública, restringindo cada vez mais o comércio de alguns alimentos industrializados, como os ricos em gorduras trans.
É preciso fazer as escolhas certas
A sociedade tornou-se escrava de si mesma e sofre as consequências das suas próprias criações. Doenças como a obesidade são resultados de uma evolução negativa da humanidade e assim como a desnutrição, devem ser combatidas até o fim. Cada um deve fazer a sua parte o que significa escolhas simples no supermercado ou na hora do almoço, do filme no cinema para uma caminhada ou corrida no parque, praça ou bairro. O apoio e suporte familiar também são extremamente importantes pois a maioria dos obesos não conseguem mudar as suas situações sozinhos e por fim, a sociedade deve abolir esteriótipos, preconceitos e discriminações, afinal o problema é nosso.

Façamos as boas escolhas, mudemos esta realidade mundial.

31 de agosto de 2014

EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL INFANTIL:

ALGUMAS ESTRATÉGIAS SIMPLES

Como é bom assistirmos os pequenos crescendo com saúde, ainda mais sabendo que a alimentação tem função mais que especial na fase de crescimento.
O desenvolvimento relacionado à alimentação seria como imaginarmos um castelinho da Lego® como uma criança, onde acrescentamos bloquinhos e mais bloquinhos que o faz ficar diferente e maior, esses bloquinhos podemos comparar com os nutrientes.
Os nutrientes são "pecinhas" que fazem crescer!
É sabido por nós nutricionistas que cada nutriente tem o seu papel no nosso organismo, que por vezes eles se ajudam, outras se atrapalham e o que procuramos fazer de melhor é buscarmos a quantidade, o equilíbrio, a adequação e a harmonia entre eles para que as pessoas desde a infância tenham uma vida de qualidade, sem doenças.
A fase pré-escolar é definida pela idade compreendida entre os 2 a 6 anos e é marcada pelo interesse da criança pelo ambiente que a cerca, onde a alimentação por vezes fica em segundo plano deixando muitos pais preocupados. Nessa fase, as crianças observam muito a cor e o sabor dos alimentos e facilmente emitem um parecer de "gosto" ou "não gosto", podendo algumas vezes apresentarem inapetência.
Por sua vez, a fase escolar é definida entre os 7 a 10 anos de idade e tem como características o aumento do apetite e diminuição da inapetência, o ambiente já não é tão atrativo e os alimentos passam a ter valor social, principalmente pela influência externa na escolha. Uma observação importante é que nessa fase a velocidade do ganho de peso aumenta e existe uma maior tendência ao sobrepeso.
As vezes não é o sabor, mas a cor e o formato que o alimento é apresentado
Pesquisas científicas comprovam que a maioria dos casos de obesidade e transtornos alimentares têm suas origens ainda na infância, motivo pelo qual deve haver uma maior atenção no comportamento alimentar das crianças. 
Quando nos referimos ao comportamento alimentar, não estamos somente observando a ação de comer ou não, mas uma ação completa que compreende o meio psicossocial pelo qual a alimentação ocorre, bem como, o que o alimento significa para aquele indivíduo naquele momento da sua vida.
Na fase pré-escolar, por exemplo, uma salada de brócolis pode representar um verdadeiro filme de terror, sem a criança nunca tê-la provado antes. Os pais se perguntam onde estão errando e alguns acabam desistindo ou tomando posições severas, ambas danosas ao desenvolvimento pleno de um excelente comportamento alimentar. Por vezes, a origem do problema é simples; neste caso poderia ser uma aversão a cor verde ou ao formato do alimento, a criança pode acha-lo esquisito e feio ou não gostar do sabor, isso é normal no mundo deles. Diante desse problema, o oferecimento de fast-foods deve ser evitado, alguns pais por desespero acabam cedendo e oferecem alimentos nada convencionais e saudáveis, desde que a criança coma. 
Importante: Nunca devemos forçar a ingestão de alimentos, isso pode causar traumas irreparáveis.
Nada convencional, nada saudável: as crianças adoram!
O problema se agrava se elas chegam desta maneira na fase escolar (7 a 10 anos); as aversões serão compensadas por seus alimentos favoritos que podem ser doces e fast-foods, já que o convívio social nos dias atuais as influenciam à esta escolha, onde somamos os meios de comunicação e estratégias de marketing, que buscam atenção e vendas inclusive com brinquedos e brindes.
Mas o que devemos fazer nesses casos que parecem impossíveis de resolver?
O primeiro passo é manter a calma e determinar para si mesmo (a) que você é quem está no controle; aquele velho ditado que "educação vem de casa". O segundo, é você observar a rotina da sua família, verificar o que pode ser mudado e melhorado, recordando que as crianças copiam os adultos e em questão de alimentação, elas comem aquilo que lhes é proporcionado no seio familiar, mesmo com as aversões, nós somos responsáveis pela formação dos hábitos alimentares, jamais a criança.
Algumas estratégias simples
Feito isso, é hora de bolar algumas estratégias para estimularem os seus filhos a comerem bem e adquirirem os nutrientes necessários para um perfeito crescimento.
Lembra do brócolis? O mundo das crianças é um mundo colorido e devemos sempre estar proporcionando isso a eles, por isso se este alimento e outros não estão sendo aceitos na sua forma original ou sabor, que tal mudar as suas apresentações ou disfarçar os seus sabores?
Para entendermos melhor convidamos você, caro (a) leitor (a) a assistir ao lado este pequeno vídeo de 5 minutos do famoso desenho "Peppa Pig", no episódio "O almoço" (não deixe de assistir).
Pratos divertidos!
Como podemos perceber no desenho, a estratégia abordada em criar um "dinossauro", com as hortaliças/salada foi bem válida e eficaz, isso porque muda a percepção da criança em referência aos alimentos (desconsiderem a pizza no almoço). Temos aqui a nossa primeira estratégia: crie pratos divertidos e invente uma história de fantasia relacionada ao personagem ou a paisagem criada que estimulem os seus filhotes a comerem. Use a sua imaginação para aguçar a deles. Algo interessante também mostrado no desenho é a participação da criança na escolha do alimento e no seu preparo, por isso leve os seus pequenos ao supermercado, mostre os alimentos saudáveis, conte uma história e diga para eles para escolherem e colocarem no carrinho, isso repassa a sensação de participação, o que quebra a sensação de imposição; assim como no preparo, desde a lavagem e a montagem do prato, claro que adequado a idade, crianças muito pequenas não farão isso, verifique o que pode ser feito, mesmo que de "faz-de-conta".
A nossa segunda estratégia é: crie ou faça receitas diferentes: existem várias receitas que disfarçam os sabores e as características físicas dos alimentos, mas, que preservam os seus nutrientes. Sucos, bolos, pães, biscoitos, sorvetes, picolés; basta procurar pela receita certa e mãos a obra!
Como exemplo, confira e faça a receita abaixo: o fígado é um alimento riquíssimo em vitaminas e minerais, porém é odiado por muitas crianças; essa é uma excelente sobremesa e sem o sabor característico  desse alimento, só o chocolate!
Algo muito importante é os pais dedicarem algum tempo do dia para trabalharem a educação alimentar de seus filhos, ou seja: o momento educativo não deve ser restrito à hora das refeições, mas também nas brincadeiras e convivências no dia a dia. Por isso vamos falar da nossa terceira estratégia simples: brinque de educação alimentar com seus filhos! Assim como na primeira estratégia, o foco aqui é estimular a imaginação da criança e promover a aquisição de novos hábitos ou mudá-los.
O uso dos fantoches por exemplo é algo bem divertido e as crianças adoram, basta criar uma história relacionada a alimentação saudável e cair na brincadeira. Os jogos também são ferramentas lúdicas interessantes e ajudam as crianças a desenvolverem hábitos alimentares saudáveis. Atualmente encontramos no mercado vários jogos criados por nutricionistas para esta finalidade. Com teatros de fantoches e jogos, toda a família participa, brinca e aprende, porque acontece as interações e o aprendizado natural, com certeza a criança vai se lembrar do que aprende nas brincadeiras e aplicar na hora de se alimentar.
Brinque em família de "educação alimentar"
Neste texto aprendemos algumas ferramentas pedagógicas simples para educação alimentar e nutricional, tanto na fase pré-escolar, como escolar. Os pais devem identificar as técnicas que poderão usar de acordo com a idade dos filhos.
Educar em casa é algo extremamente importante, muitos restringem o termo educação apenas para a ética e moral, mas existem vários valores a serem ensinados, dentre estes está a educação para alimentação com saúde.
A ajuda multiprofissional em saúde, deve ser buscada em casos de extrema dificuldade, nutricionistas, psicólogos e psicopedagogos estão aptos a trabalharem o desenvolvimento educativo dentro das suas atribuições.
Educação Alimentar previne doenças!


Sucesso!

22 de janeiro de 2014

DIETAS DE RESTRIÇÃO CALÓRICA E O DIA DO LIXO: NÃO SE CONSIDERE UMA LATA DE LIXO!

Recentemente surgiu por aí a ideia do “Dia do Lixo”; um dia da semana, mês ou vida, que é separado para ingerir alimentos que não são considerados saudáveis ou que foram cortados da “dieta”; uma espécie de libertação temporária.

Geralmente as pessoas mais adeptas a esta prática, são aquelas que fazem dieta de restrição calórica (cutting) e aproveitam este dia para colocar no cardápio os famosos fast-foods (comida rápida, como hambúrgueres e batatas-fritas), doces, churrasco, dentre outros alimentos hipercalóricos. É sabido que esses alimentos são grandes fornecedores de sódio, gorduras, açúcares e conservantes, que em excesso são nocivos à saúde, mas está tranquilo, afinal, é só UM DIA da semana ou da vida que foi escolhido para se “LIBERTAR”; certo?

ERRADO!!

Segundo alguns estudiosos da internet (amadores), o “Dia do Lixo”, estimula o organismo que estava em uma dieta de restrição calórica a retomar o hipermetabolismo, que outrora estava reduzido devido a aquela correta prática alimentar.

Pois bem, existe no nosso organismo um hormônio chamado leptina, conhecido como hormônio do inibidor do apetite, o qual é produzido, dentre outros locais do organismo, pelas células adiposas (adipócitos), ou seja, quanto mais gordura corporal, mais desse hormônio será produzido. Uma das suas funções é agir no controle da ingestão alimentar, agindo no hipotálamo sinalizando a saciedade, porém, estudos já evidenciam que pessoas obesas possuem resistência a esta substância, razão pela qual, possuem um apetite desenfreado e compulsões alimentares.

Contrariamente, ao ser praticada uma dieta de restrição calórica severa como, por exemplo, 1000 Kcal1, muito abaixo de qualquer taxa de metabolismo basal (TMB) adulta já calculada, há uma drástica redução de massa adiposa e da produção de leptina; paralelamente surge o aumento de concentração plasmática do hormônio do apetite, a grelina; ou seja, a pessoa sentirá vontade de comer e não o fará devido à imposição da “dieta”, o que poderá causar desordens alimentares graves como a hiperfagia, que é a exagerada ingestão de alimentos, ultrapassando as necessidades do organismo e a anorexia que é o medo excessivo de ganho de peso, onde a pessoa se priva da alimentação drasticamente. 

Primeiramente, é necessário entendermos que até mesmo aqueles que buscam maior percentual de massa magra necessitam manter a proporção adequada de massa gordurosa no corpo; não tem como “zerar” a gordura corporal, pois a mesma possui funções vitais no nosso organismo, como neste assunto, a produção da leptina. Entende-se que quando uma pessoa sente a necessidade de fazer o “Dia do Lixo”, ela no fundo não sente satisfação naquilo que está praticando no decorrer da vida; porque apesar dos aparentes resultados, a alimentação é considerada uma obrigação estética e não uma necessidade fisiológica e prazer.

Para quem não sabe, a gordura demora a ser digerida, podendo causar gastrite e em grandes quantidades, diarreia; principalmente para o um organismo que está sendo erroneamente estimulado a ficar sem ela. O risco de hiperfagia nestes casos também é aumentado, onde aquela pessoa não se contentará com um copo pequeno de milk shake acompanhado de um pacote pequeno de batatas fritas (↓ leptina e ↑ grelina); assim, é importante recordarmos que pessoas que fazem dietas de restrição calórica têm maiores pré-disposições para o acúmulo de gordura (resposta de socorro do organismo), portanto haverá um ganho de peso através dessa prática, mesmo que mínimo, onde temos um conseqüente efeito sanfona.

Portanto, praticar o “Dia do Lixo” não pode ser considerada saudável para o organismo, pois, geralmente surge para compensar outra falha grave que são as dietas de restrição calórica, que muitas vezes acontecem sem acompanhamento profissional. Imaginem um organismo que por um bom tempo recebe alimentos leves, em poucas quantidades e de repente em um dia, alimentos hipercalóricos e ricos em sódio? 
Ter uma vida saudável é viver bem todos os dias, sem cobranças!

Se existe a necessidade de uma “escapadinha”, não houve uma real mudança de comportamento alimentar. Uma alimentação saudável, equilibrada em macronutrientes e micronutrientes não possui necessidade alguma de “upgrade” no metabolismo, ainda mais com alimentos que não fazem bem algum ao organismo.

Quando uma pessoa é educada nutricionalmente ela sabe o que comer e quando comer e se sentir a necessidade de comer batatas-fritas com milk shake, por exemplo, ela o fará totalmente consciente, sem neuras e com equilíbrio, afinal, a alimentação não é continha de calorias, estética ou obrigação.

Por fim, alem de tudo, “Dia do Lixo” é um termo de extremo mau gosto. Desde quando lixo é bom? O melhor mesmo é vivermos sem cobranças, sem dia para isso ou dia para aquilo, termos consciência do que fazemos é a melhor parte da vida.

Então, você é adepto(a) ao Dia do Lixo?

1Este tipo de intervenção nutricional só é recomendada em casos de obesidade grave sob assistência de uma equipe multidisciplinar em saúde.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HEN, Rafael, A Importância do Dia do Lixo
Disponível em:

PERES, Rodolfo Anthero de Noronha Peres, Dia do Lixo: Vale à pena fazê-lo?
Disponível em:

GERBASI, Amanda Bellodi, et al, Leptina e grelina: o papel na patogênese da obesidade.

ROMERO, Carla Eduarda Machado; ZANESCO, Angelina, O papel dos hormônios leptina e grelina na gênese da obesidade
<http://www.scielo.br/pdf/rn/v19n1/28802.pdf>

MELDAU, Débora Carvalho; HIPERFAGIA
<http://www.infoescola.com/doencas/hiperfagia/>

ANOREXIA NERVOSA
< http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?138>

16 de julho de 2013

OS GRUPOS ABC DAS HORTALIÇAS

ALFACE: Alimento com 5% de teor
glicídico - GRUPO A
Dando continuidade a nossa série de postagens sobre as hortaliças, falaremos hoje sobre os grupos A, B e C das hortaliças, informação importante que muitos desconhecem.
Assim como as hortaliças são divididas por parte comestível (aprendemos na última postagem do assunto), elas também são divididas pelo teor de carboidratos (teor glicídico), o que torna a escolha bem mais adequada, principalmente para quem está passando por um processo de educação alimentar e almeja perda de peso.
Os carboidratos (açucares) são os nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia ao nosso organismo, inclusive nosso sistema nervoso é totalmente dependente da glicose, um carboidrato monossacarídeo, conhecido como açúcar do sangue.
As principais fontes de carboidratos da nossa alimentação segundo a Pirâmide Alimentar são as massas, biscoitos, bolos e cereais como o arroz, mas eles também estão presentes em vários outros alimentos como frutas, leite e derivados, leguminosas e hortaliças.

CURIOSIDADE: As carnes praticamente não possuem carboidratos, chegando a 0 teor.

CENOURA: Alimento com 10% de teor
glicídico - GRUPO B
Assim, para melhor adequação e equilíbrio da ingestão de carboidratos na alimentação foram criados os grupos das hortaliças por teor de carboidratos:

* GRUPO A: Este grupo contém as hortaliças que apresentam teor de 5% de carboidratos, tais como: Abobrinha, acelga, agrião, alface, almeirão, aspargos, berinjela, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, espinafre, jiló, mostarda, pimentão, rabanete, repolho, tomate, palmito, pepino, etc.;

* GRUPO B: Este grupo contém as hortaliças que apresentam teor de 10% de carboidratos, tais como: Abóbora, beterraba, cenoura, chuchu, ervilha verde, nabo, quiabo, vagem, etc.;

* GRUPO C: Este grupo contém as hortaliças que apresentam teor de 20% de carboidratos: Batata inglesa, batata doce, batata baroa, cará, cogumelo, inhame, mandioca, milho verde, semente de gergelim, araruta.


MANDIOCA: Alimento com 20% de teor
glicídico - GRUPO C
É válido ressaltar que o teor é calculado a cada 100 gramas do alimento, por exemplo: se comermos 100 gramas de milho verde (GRUPO , 20% (20 gramas) desse valor serão carboidratos, o que dá um total de 80 kcal, só deste nutriente, nesta porção.
Lembre-se que as hortaliças estão dividas nos vários grupos da pirâmide alimentar, e devemos respeitar as porções diárias estabelecidas de cada um, da base ao grupo das verduras e leguminosas.

Os grupos são simples e os alimentos são bem parecidos, o que torna difícil a confusão, todavia é indicado procurar um profissional nutricionista para que ele adeque o seu cardápio conforme as suas necessidades, além dos mais a aula será muito mais completa.