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22 de outubro de 2018

SAINDO DA ROTINA: FAÇA SEU PRÓPRIO MACARRÃO A BOLONHESA

Uma coisa é fato e já falamos sobre isso aqui no Blog: a correria do dia a dia faz com que busquemos por praticidade a todo instante das nossas vidas, afinal, muito se tem priorizado o tempo de ociosidade para "não se fazer nada", aí que mora o sedentarismo. 

Uma coisa interessante é que cozinhando podemos nos exercitar, isso mesmo, exercício! Você se imagina colocando a mão na massa, fazendo seu próprio macarrão, uma massa fresca e mais natural, oportunizando a sua imaginação e o seu corpo a trabalharem em conjunto, prevenindo várias doenças como a hipertensão ou depressão? Por isso nesta postagem vamos aprender a fazer um macarrão a bolonhesa que será todo seu, uma obra sua, uma comida de verdade e no final você se sentirá orgulhoso (a) de você mesmo (a) e claro: a família vai te agradecer

Para cada 100g de farinha será utilizado um ovo, então para fazermos aproximadamente 500g de massa serão 05 ovos. Avalie a quantidade de pessoas que deseja servir.  500g pode servir aproximadamente entre quatro a sete pessoas, dependendo da quantidade no prato e formato da massa. Neste caso recomendamos o formato linguine, que foi o que utilizamos na nossa experiência ou o fettuccine, ambos cumpridos e cá entre nós: clássicos!

Vamos lá?

INGREDIENTES DA MASSA:
(400g)

  • 400g de farinha de trigo (caso queira fazer integral, recomendo substituir 200g/metade pela farinha de trigo integral);
  • 04 ovos inteiros;
  •  1/2 colher de chá de sal;
  • água filtrada, caso precise.

INGREDIENTES DO MOLHO:

  • 07 tomates médios bem maduros;
  • 1 xícara de chá de agua filtrada;
  • dois dentes de alho amassados;
  • meia cebola amarela bem picada;
  • coentro a gosto;
  • salsa a gosto;
  • manjericão a gosto;
  • cebolinha a gosto;
  • 500 gramas de carne moída de sua preferência;
  • duas colheres de sopa de manteiga ou azeite;
  • 1 colher de chá de urucum (corante);
  • sal a gosto

PREPARANDO A MASSA:

Em uma superfície previamente higienizada, coloque a farinha em forma de monte e faça um buraco bem fundo ao meio;

Com cuidado, coloque os ovos um a um no meio da massa;

Com a ajuda de um garfo, comece a fazer movimentos giratórios unido gema e clara, vá girando até começar a incorporar a farinha;

Quando perceber que precisa juntar toda a massa, será a hora de trabalhar com as mãos (retire os anéis, cuidado com o esmalte!). Vá misturando e sovando a massa, abra, dobre, sempre utilize as palmas das mãos! (Veja que exercício bom!)

Na nossa experiência, a massa ficou bem seca logo no inicio, por isso fomos acrescentando 1/2 colher de chá de água seguidas vezes até conseguirmos uma massa elástica, não tão molhada ou seca demais, mas dependendo dos ovos ou farinha que utilizar, necessitará colocar mais farinha, avalie! A massa final é lisa e elástica.

Faça uma bola, enrole em plástico filme e deixe descansar por trinta minutos. Enquanto isso vamos preparar o molho!




PREPARANDO O MOLHO:

Corte os tomates em cubos, de forma que fique fácil bate-los no liquidificador (se preferir, retire a casca e as semente antes). Junte com a água e bata até obter um suco;

Em panela, aqueça levemente com uma colher de sopa de manteiga ou azeite, acrescente metade da cebola picada, metade do alho e refogue até dourar;

Acrescente o suco de tomate (se for exigente, você pode peneirar para se livrar de pedaços da casca e das sementes), a nossa ideia foi aproveitar o alimento integralmente, por isso não retiramos a casca e as sementes, mas na maioria das receitas é o recomendado;

Deixe ferver por 15 minutos, sempre observando e mexendo;

Desligue o fogo, acrescente as folhas de salsa, coentro, manjericão, cebolinha, tampe.

Em outra panela, junte a segunda colher de sopa de manteiga ou azeite, o restante da cebola e alho, coloque a carne, refogue a mesma e deixe cozinhar até que libere seu próprio caldo, não ponha água, quando a carne estiver cozida uniformemente, junte o molho de tomate, sal a gosto e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Enquanto isso retorne a massa.



MASSA:

Corte a bola de massa em quatro pedaços iguais e faça quatro bolas, com a ajuda de um rolo ou uma máquina de massas, abra a massa deixando-a bem fina. Corte no formato linguine ou fettuccine.

Dica 1: Deixe as outras bolas dentro do plástico antes de abrir para não ficarem secas;

Dica 2:  Não misture as tiras de macarrão, pois vão grudar, deixa-as separadas, assim vão ficar mais secas evitando que grudem umas nas outras, você pode usar a tampa do fogão higienizada como um varal, isso enquanto termina de abrir toda a massa somente.

Aqueça água, metade de uma panela funda ou espagueteira com um fio de azeite ou óleo de soja, quando iniciar fervura coloque três folhinhas de manjericão, quando efetivamente ferver, acrescente os fios de macarrão (nota: a quantidade de agua vai depender da quantidade macarrão que vai fazer, avalie!);

Deixe cozinhar entre 15 a 20 minutos, menos tempo se quiser a massa ao dente;

Escorra a massa.

Junte o molho, as ervas verdes e ao servir, rale o queijo de sua preferência.

Bon appétit!







4 de dezembro de 2014

CONHECENDO OS MACRONUTRIENTES!

Você está passando por um processo de educação alimentar e nutricional? Sim? Parabéns! Essa com certeza foi uma das melhores escolhas da sua vida! Não? Se você ainda não iniciou, nunca é tarde para começar. As verdadeiras transformações só ocorrem quando aprendemos a como mudar uma situação e o interessante é que aquilo que é aprendido com vontade e prazer jamais é esquecido ! Não importa como você chegou ao nosso Blog, o certo é que você está buscando por informações e isso por si só já é um grande passo!

Exatamente por isso elaboramos esse pequeno texto, que você também encontra em uma série de três postagens na nossa fanpage do Facebook®. Vamos falar um pouco sobre os três macronutrientes fundamentais para a nossa saúde, vida e existência: proteínas, carboidratos e gorduras.

Boa leitura!

PROTEÍNAS (PTN):

São macronutrientes que possuem funções estruturais no nosso organismo. As proteínas estão presentes no nosso sangue, na saliva, nos tecidos (ex. músculos), cabelos, hormônios e órgãos! Elas são formadas pela união peptídica dos aminoácidos, moléculas orgânicas que possuem um grupo amino e um grupo carboxila. Dentre os vinte principais aminoácidos, nosso organismo não produz nove, os denominados aminoácidos essenciais; assim é importante que eles sejam obtidos através da alimentação.
As principais fontes alimentares de proteínas são os alimentos de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados) e as leguminosas (feijões, ervilha, fava, soja). É importante sabermos que as proteínas de alto valor biológico, aquelas que possuem mais aminoácidos essenciais são encontradas com maior facilidade nos alimentos de origem animal. Uma grama de proteína nos oferece 4kcal.

CARBOIDRATOS (CHO):

São macronutrientes que possuem funções energéticas no nosso organismo, dentre eles está a glicose, um monossacarídeo que o nosso corpo metaboliza para produzir energia; também estão presentes nas estruturas das células e ácidos nucléicos. Os hidratos de carbono, também como são conhecidos, são classificados de acordo com o tamanho da sua molécula, o amido por exemplo, é um polissacarídeo formado pela união de diversos monossacarídeos como a glicose; já açúcar de mesa, a sacarose, é um dissacarídeo formado pela união dos monossacarídeos glicose e frutose.
As principais fontes alimentares de carboidratos são os cereais (ex.  arroz, trigo e milho); as massas (ex. macarrão, pão, biscoitos) tubérculos (ex. batata), raízes (ex. mandioca, batata doce, cará) e rizomas (ex. inhame). As frutas também são ricas em carboidratos, como a frutose e também fibras que curiosamente são carboidratos que o nosso sistema digestório não digere. Elas são importantes para regulação da intestino, prevenção de doenças como o câncer e controle na absorção da glicose. Uma grama de carboidrato digerível nos oferece 4kcal.

LIPÍDEOS (LIP):

Ou gorduras, são macronutrientes que possuem função estrutural e energética no nosso organismo, elas estão presentes nos adipócitos, células do tecido adiposo e nas membranas celulares. As gorduras são usadas pelo nosso organismo como reserva de energia. Na natureza existem vários tipos de gorduras, inclusive não comestíveis. As de maior importância para o nosso organismo são as do tipo saturada e insaturada, ambas naturais. Há alguns anos foi criada a gordura trans, um tipo de lipídeo artificial que não é reconhecido pelo nosso organismo e que deve ser evitado por causar malefícios à saúde.
As principais fontes alimentares de gorduras saturadas são os alimentos de origem animal (ex. banha de porco, de boi, carneiro, manteiga), curiosamente a gordura de coco é saturada apesar de ser de origem vegetal; já as insaturadas são divididas em dois tipos: monoinsaturadas (ex. óleo de palma e azeite de oliva) e as polinsaturadas (ômega 3, encontrada no salmão, sardinhas, linhaça e ômega 6 encontrada nos óleos de girassol, soja e sementes oleoginosas como as castanha-do-pará e castanha de cajú). As gorduras trans são encontradas em vários alimentos industrializados, como biscoitos, lanches, steaks. Qualquer tipo de gordura nos oferece 9kcal por grama.

3 de dezembro de 2014

ESTÉTICA X SAÚDE: O QUE VOCÊ ESTÁ PRIORIZANDO?

É comum nos dias hoje encontrarmos cada vez mais pessoas insatisfeitas com o seu peso ou corpo atual, pessoas sempre buscando pela mudança de forma das várias maneiras disponíveis na sociedade, até mesmo as mais agressivas e inusitadas. Ter o sonhado corpo perfeito (leia o quadro) que é incansavelmente exibido na mídia é o objetivo de muitos; as academias estão cada vez mais lotadas, a venda de suplementos alimentares, ao que parece, tem crescido assustadoramente e as agendas dos cirurgiões plásticos estão sempre lotadas; saúde? Não podemos afirmar que a maioria busca ou sequer pensa nisso, pois a beleza está no topo dos objetivos.

Sentir-se bonito (a) e jovem é importante porque melhora a nossa auto-estima, nos faz sentir bem conosco e com a sociedade, neste contexto, a estética no meio das ciências é conhecida como a filosofia do estudo ou arte do que é belo nas manifestações naturais e artísticas, assim, a beleza física, aquela que agrada os olhos segundo os padrões sociais que vivemos hoje é constante alvo da estética, que através de inúmeras técnicas visa a transformação física do ser humano.

Estar em completo bem estar físico, mental e social seria a principio a definição básica de saúde, como estabeleceu a Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948. Atualmente sabemos que conceito de saúde vai bem mais além do plano físico e orgânico chegando às barreiras da sociedade. Ser saudável além da ausência de qualquer doença/pertubação das ordens físicas e mentais e ter uma vida social plena é também ter consciência daquilo que melhora a própria vida e a da comunidade que fazemos parte.

Mudanças: Quando são necessárias?
Quando falamos em transformar o ser humano estamos implicando diretamente em sua saúde; porque estamos trabalhando nos planos físico, mental e social, portanto, é importante que aqueles que buscam mudanças tenham consciência da sua melhora como um ser humano e do reflexo positivo que isso trará no meio onde vive, afinal, pessoas vão querer fazer o mesmo ainda que não saibam os meios, pegando muitas vezes atalhos que terminam em situações trágicas, leia as reportagens abaixo:

*Anoréxica, modelo morre aos 21 com 40 kg
Os métodos mais invasivos, tais como as cirurgias plásticas são, ou pelo ou menos deveriam ser destinados em último caso e exclusivamente quando houvesse a necessidade de salvar a vida ou realizar uma correção estética que melhoria a auto-estima das pessoas. O que notamos hoje é que tais procedimentos foram banalizados e as pessoas os procuram como se tivessem planejando e pagando por uma viagem de férias.
Se existe saúde, não importa a sua forma corporal!
Ser feliz é o que importa! Sorria para a vida!

Na mesma linha, o uso indiscriminado de suplementos alimentares também trazem graves problemas à saúde, os frequentadores de academias não buscam por atendimento e orientação profissional e jogam em seu organismo cargas nutricionais totalmente desequilibradas.

Antes de pensarmos em mudar algo no nosso corpo devemos analisar as possibilidades. O interessante é que busquemos incansavelmente pelos métodos naturais, aqueles que não são agressivos e não colocam nossas vidas em risco. É preciso ter calma e paciência, os melhores e verdadeiros resultados demoram, isso é normal. Colocar a saúde em segundo plano não é uma boa escolha porque é através desta que conseguimos alcançar todos os objetivos que almejamos, inclusive os fins estéticos.

30 de outubro de 2014

O MUNDO VAZIO E PERIGOSO DOS FAST-FOODS

A nossa história começa no centro da cidade de Belo Horizonte/MG, era por volta de 12h e Ana, uma estagiária, estava no "horário de almoço"  resolvendo todos os seus problemas e necessidades pessoais, pagava um boleto ali, uma fatura aqui e lembrou até de passar na loja de perfumes porque o seu preferido havia acabado; porém, faltando 25 minutos para o final do intervalo do trabalho recordou que não havia comido nada desde o café da manhã em casa. Concluindo que não daria tempo de almoçar, olhou para um lado e para o outro e visualizou uma daquelas lanchonetes de uma grande rede mundial de lanches rápidos, entrou, sentou-se e pediu um sanduíche acompanhado de fritas e refrigerante; em 10 minutos nossa personagem já havia se alimentado e já estava a caminho do trabalho saciada e feliz. Ela repetiu essa cena pelo ou menos quatro vezes naquele mês. 
O que a Ana viveu acontece com muitas pessoas nos vários centros urbanos do mundo todos os dias : a correria e a vida conturbada faz a alimentação ficar sempre em terceiro, quarto e último plano. 
Será que a Ana fez uma boa troca?
Os alimentos de fácil preparo e ingestão, mais conhecidos como fast-foods (comida rápida), são os nossos conhecidos hambúrgueres, fritas, milk shakes, refrigerantes, sorvetes, steaks, doces, pastéis, coxinhas e tantos outros que encontramos nas várias lanchonetes espalhadas por aí. Eles são mais baratos e considerados mais gostosos que um prato de comida convencional e causam uma grande sensação de saciedade, mas...seriam eles uma boa opção para substituirmos uma refeição tão importante como o almoço? Na verdade não. Vamos entender porquê.

Ao analisarmos a composição desses alimentos, vamos perceber que a grande maioria são riquíssimos em carboidratos como o amido e a sacarose (açúcar comum), gorduras (trans e saturadas) e sódio (sal), em detrimento de outros nutrientes como vitaminas, minerais e fibras; resultado: alimentos hipercalóricos ricos em sal. Quando determinado alimento é considerado hipercalórico e não promove uma boa oferta de outros nutrientes essenciais, este é um alimento com calorias vazias.

Mas afinal qual seria o problema? O importante é não ficar sem comer, certo?
Equilíbrio alimentar é fundamental para a qualidade de vida!
A alimentação vai bem mais além da saciedade porque é uma ato fisiológico necessário para a vida, é através dela que adquirimos energia e nutrientes importantes para nos mantermos vivos e saudáveis. Quando optamos por alimentos que nos oferecem uma carga energética desequilibrada e nutrientes insuficientes, estamos maltratando o nosso organismo e logicamente teremos resultados negativos, os mais conhecidos deles são a obesidade, diabetes e as dislipidemias, mas temos outras doenças causadas por carências nutricionais oriundas da má alimentação, como por exemplo  anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva) e os vários tipos de câncer (pois é!).

Meses depois a Ana deparou-se novamente com a necessidade de se alimentar rápido e de forma barata, entrando em uma lanchonete da primeira esquina atraída pelo cheiro da gordura. Ela comeu dois pastéis, um de queijo e outro de carne e tomou um copo grande de suco de maracujá. Horas mais tarde, já no trabalho, nossa personagem começou a sentir-se mal: apresentava vômito, diarréia e febre; foi levada pelos colegas ao pronto atendimento de um hospital ali próximo, onde recebeu o notícia que tinha sofrido de uma intoxicação alimentar.

Ana não fez boas escolhas alimentares...
Outro perigo de abrirmos mão de uma alimentação saudável e segura é o risco de infecções, intoxicações e toxinfecções alimentares. A primeira é quando ingerimos alimentos contaminados com microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus), a segunda quando ingerimos alimentos que já possuem toxinas produzidas pelos microrganismos ou outras substâncias químicas provenientes do ambiente, como metais pesados; a terceira é a ingestão de alimentos com os microrganismos que liberam suas toxinas dentro do nosso organismo. Diante deste fato precisamos saber que nem todos os locais que comercializam alimentos prezam pela higiene e segurança daquilo que estão produzindo, principalmente de comida rápida.

Após a conversa com o médico a Ana resolveu prestar mais atenção na sua alimentação, foi quando resolveu procurar pelo trabalho de educação alimentar e nutricional com uma profissional nutricionista indicada por um amigo; finalmente ela começou aprender sobre a importância da alimentação saudável, equilibrada e segura.

Com a lição da Ana compreendemos que precisamos ser mais atenciosos com a nossa alimentação porque ela representa aquilo que seremos no futuro. Por mais que o dia a dia seja corrido, devemos priorizar os bons hábitos alimentares, evitando os fast-foods e demais alimentos industrializados, escolhendo opções saudáveis e acreditem: sem gastar muito! Basta priorizar (repetimos) e procurar por melhores opções. Existem acontecimentos na vida que não há a menor necessidade de passarmos por eles, assim, escolhas corretas representam tudo!

O mundo da alimentação saudável é colorido e vivo, por sua vez o dos fast-foods não possui muitas cores restringindo-se aos tons de vermelho e amarelo (reparem). 

Escolha bem, viva bem! Viva saudável!

Complemente seu aprendizado lendo nosso texto sobre como criar um prato saudável na hora do almoço! Clique no link abaixo:
NA HORA DE ALMOÇAR: COMO CRIAR UM PRATO SAUDÁVEL?

3 de setembro de 2014

OBESIDADE: PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA MUNDIAL

A obesidade é uma doença crônica que se tornou um problema de saúde pública mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1995 o número estimado de adultos obesos era de 200 milhões, a partir de 2000 esse número aumentou para 300 milhões e atualmente estima-se que existem 600 milhões de adultos obesos no mundo, podendo chegar a 700 milhões em 2015. No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012 revelou que uma boa parte da população brasileira está acima do peso, atingindo 54,4% dos homens e 48% das mulheres, são cerca de 22 milhões de brasileiros obesos.

São várias as causas da obesidade, dentre elas podemos destacar os fatores genéticos, as endocrinopatias ou doenças de origem hormonais (representam 10% dos casos no Brasil), o sedentarismo e a alimentação irregular. Neste contexto, a vida conturbada nos centros urbanos é uma contribuinte para a obesidade, uma vez que as pessoas gastam menos energia em relação ao que consomem, seja por não andarem a pé, por recorrerem aos baratos, rápidos e calóricos alimentos industrializados (fast-foods) e por exercerem atividades laborais que demandam pouco ou nenhum esforço físico.

O ganho excessivo de peso está associado a várias causas
O peso excessivo e as limitações físicas são apenas alguns dos problemas que um quadro de obesidade traz à uma pessoa. A Síndrome Metabólica é comumente associada ao caso e tem como base a resistência insulínica. Pessoas com obesidade central (circunferência da cintura superior a 102 cm no homem e 88 cm na mulher), hipertensão arterial, glicemia de jejum alterada (>110 mg/dl) ou diabetes, distúrbios no colesterol (fração HDL baixa e fração LDL alta) e valores de triglicérides altos, têm grande probabilidade de diagnóstico de Síndrome Metabólica. As principais consequências da obesidade associada à Síndrome Metabólica são as doenças cardiovasculares, tais como aterosclerose, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O índice de mortalidade por essas doenças tem sido cada vez mais alto.

Algumas pessoas portadoras de obesidade recorrem aos diversos tipos de intervenções para se verem livres do problema, algumas invasivas como a redução de estômago (cirurgia bariátrica) e cirurgias plásticas, a administração de medicamentos inibidores de apetite que foram novamente liberados no país e dietas severas. No entanto, tentar resolver o problema com essas formas pode não ser eficaz quando não há o trabalho de educação alimentar e físico porque a principal mudança que deve ocorrer é a do comportamento. De nada adiantará reduzir o volume do estômago ou apetite e continuar ingerindo alimentos hipercalóricos sentado (a) no sofá. É muito importante que o indivíduo seja interessado no seu caso, conheça e aceite a sua realidade e busque por ações efetivas e o mais naturais possíveis. Por outro lado, o governo também deve buscar por estratégias que estimulem as pessoas a evitarem os maus hábitos físicos e alimentares, já que temos aqui um problema grave de saúde pública, restringindo cada vez mais o comércio de alguns alimentos industrializados, como os ricos em gorduras trans.
É preciso fazer as escolhas certas
A sociedade tornou-se escrava de si mesma e sofre as consequências das suas próprias criações. Doenças como a obesidade são resultados de uma evolução negativa da humanidade e assim como a desnutrição, devem ser combatidas até o fim. Cada um deve fazer a sua parte o que significa escolhas simples no supermercado ou na hora do almoço, do filme no cinema para uma caminhada ou corrida no parque, praça ou bairro. O apoio e suporte familiar também são extremamente importantes pois a maioria dos obesos não conseguem mudar as suas situações sozinhos e por fim, a sociedade deve abolir esteriótipos, preconceitos e discriminações, afinal o problema é nosso.

Façamos as boas escolhas, mudemos esta realidade mundial.

31 de agosto de 2014

EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL INFANTIL:

ALGUMAS ESTRATÉGIAS SIMPLES

Como é bom assistirmos os pequenos crescendo com saúde, ainda mais sabendo que a alimentação tem função mais que especial na fase de crescimento.
O desenvolvimento relacionado à alimentação seria como imaginarmos um castelinho da Lego® como uma criança, onde acrescentamos bloquinhos e mais bloquinhos que o faz ficar diferente e maior, esses bloquinhos podemos comparar com os nutrientes.
Os nutrientes são "pecinhas" que fazem crescer!
É sabido por nós nutricionistas que cada nutriente tem o seu papel no nosso organismo, que por vezes eles se ajudam, outras se atrapalham e o que procuramos fazer de melhor é buscarmos a quantidade, o equilíbrio, a adequação e a harmonia entre eles para que as pessoas desde a infância tenham uma vida de qualidade, sem doenças.
A fase pré-escolar é definida pela idade compreendida entre os 2 a 6 anos e é marcada pelo interesse da criança pelo ambiente que a cerca, onde a alimentação por vezes fica em segundo plano deixando muitos pais preocupados. Nessa fase, as crianças observam muito a cor e o sabor dos alimentos e facilmente emitem um parecer de "gosto" ou "não gosto", podendo algumas vezes apresentarem inapetência.
Por sua vez, a fase escolar é definida entre os 7 a 10 anos de idade e tem como características o aumento do apetite e diminuição da inapetência, o ambiente já não é tão atrativo e os alimentos passam a ter valor social, principalmente pela influência externa na escolha. Uma observação importante é que nessa fase a velocidade do ganho de peso aumenta e existe uma maior tendência ao sobrepeso.
As vezes não é o sabor, mas a cor e o formato que o alimento é apresentado
Pesquisas científicas comprovam que a maioria dos casos de obesidade e transtornos alimentares têm suas origens ainda na infância, motivo pelo qual deve haver uma maior atenção no comportamento alimentar das crianças. 
Quando nos referimos ao comportamento alimentar, não estamos somente observando a ação de comer ou não, mas uma ação completa que compreende o meio psicossocial pelo qual a alimentação ocorre, bem como, o que o alimento significa para aquele indivíduo naquele momento da sua vida.
Na fase pré-escolar, por exemplo, uma salada de brócolis pode representar um verdadeiro filme de terror, sem a criança nunca tê-la provado antes. Os pais se perguntam onde estão errando e alguns acabam desistindo ou tomando posições severas, ambas danosas ao desenvolvimento pleno de um excelente comportamento alimentar. Por vezes, a origem do problema é simples; neste caso poderia ser uma aversão a cor verde ou ao formato do alimento, a criança pode acha-lo esquisito e feio ou não gostar do sabor, isso é normal no mundo deles. Diante desse problema, o oferecimento de fast-foods deve ser evitado, alguns pais por desespero acabam cedendo e oferecem alimentos nada convencionais e saudáveis, desde que a criança coma. 
Importante: Nunca devemos forçar a ingestão de alimentos, isso pode causar traumas irreparáveis.
Nada convencional, nada saudável: as crianças adoram!
O problema se agrava se elas chegam desta maneira na fase escolar (7 a 10 anos); as aversões serão compensadas por seus alimentos favoritos que podem ser doces e fast-foods, já que o convívio social nos dias atuais as influenciam à esta escolha, onde somamos os meios de comunicação e estratégias de marketing, que buscam atenção e vendas inclusive com brinquedos e brindes.
Mas o que devemos fazer nesses casos que parecem impossíveis de resolver?
O primeiro passo é manter a calma e determinar para si mesmo (a) que você é quem está no controle; aquele velho ditado que "educação vem de casa". O segundo, é você observar a rotina da sua família, verificar o que pode ser mudado e melhorado, recordando que as crianças copiam os adultos e em questão de alimentação, elas comem aquilo que lhes é proporcionado no seio familiar, mesmo com as aversões, nós somos responsáveis pela formação dos hábitos alimentares, jamais a criança.
Algumas estratégias simples
Feito isso, é hora de bolar algumas estratégias para estimularem os seus filhos a comerem bem e adquirirem os nutrientes necessários para um perfeito crescimento.
Lembra do brócolis? O mundo das crianças é um mundo colorido e devemos sempre estar proporcionando isso a eles, por isso se este alimento e outros não estão sendo aceitos na sua forma original ou sabor, que tal mudar as suas apresentações ou disfarçar os seus sabores?
Para entendermos melhor convidamos você, caro (a) leitor (a) a assistir ao lado este pequeno vídeo de 5 minutos do famoso desenho "Peppa Pig", no episódio "O almoço" (não deixe de assistir).
Pratos divertidos!
Como podemos perceber no desenho, a estratégia abordada em criar um "dinossauro", com as hortaliças/salada foi bem válida e eficaz, isso porque muda a percepção da criança em referência aos alimentos (desconsiderem a pizza no almoço). Temos aqui a nossa primeira estratégia: crie pratos divertidos e invente uma história de fantasia relacionada ao personagem ou a paisagem criada que estimulem os seus filhotes a comerem. Use a sua imaginação para aguçar a deles. Algo interessante também mostrado no desenho é a participação da criança na escolha do alimento e no seu preparo, por isso leve os seus pequenos ao supermercado, mostre os alimentos saudáveis, conte uma história e diga para eles para escolherem e colocarem no carrinho, isso repassa a sensação de participação, o que quebra a sensação de imposição; assim como no preparo, desde a lavagem e a montagem do prato, claro que adequado a idade, crianças muito pequenas não farão isso, verifique o que pode ser feito, mesmo que de "faz-de-conta".
A nossa segunda estratégia é: crie ou faça receitas diferentes: existem várias receitas que disfarçam os sabores e as características físicas dos alimentos, mas, que preservam os seus nutrientes. Sucos, bolos, pães, biscoitos, sorvetes, picolés; basta procurar pela receita certa e mãos a obra!
Como exemplo, confira e faça a receita abaixo: o fígado é um alimento riquíssimo em vitaminas e minerais, porém é odiado por muitas crianças; essa é uma excelente sobremesa e sem o sabor característico  desse alimento, só o chocolate!
Algo muito importante é os pais dedicarem algum tempo do dia para trabalharem a educação alimentar de seus filhos, ou seja: o momento educativo não deve ser restrito à hora das refeições, mas também nas brincadeiras e convivências no dia a dia. Por isso vamos falar da nossa terceira estratégia simples: brinque de educação alimentar com seus filhos! Assim como na primeira estratégia, o foco aqui é estimular a imaginação da criança e promover a aquisição de novos hábitos ou mudá-los.
O uso dos fantoches por exemplo é algo bem divertido e as crianças adoram, basta criar uma história relacionada a alimentação saudável e cair na brincadeira. Os jogos também são ferramentas lúdicas interessantes e ajudam as crianças a desenvolverem hábitos alimentares saudáveis. Atualmente encontramos no mercado vários jogos criados por nutricionistas para esta finalidade. Com teatros de fantoches e jogos, toda a família participa, brinca e aprende, porque acontece as interações e o aprendizado natural, com certeza a criança vai se lembrar do que aprende nas brincadeiras e aplicar na hora de se alimentar.
Brinque em família de "educação alimentar"
Neste texto aprendemos algumas ferramentas pedagógicas simples para educação alimentar e nutricional, tanto na fase pré-escolar, como escolar. Os pais devem identificar as técnicas que poderão usar de acordo com a idade dos filhos.
Educar em casa é algo extremamente importante, muitos restringem o termo educação apenas para a ética e moral, mas existem vários valores a serem ensinados, dentre estes está a educação para alimentação com saúde.
A ajuda multiprofissional em saúde, deve ser buscada em casos de extrema dificuldade, nutricionistas, psicólogos e psicopedagogos estão aptos a trabalharem o desenvolvimento educativo dentro das suas atribuições.
Educação Alimentar previne doenças!


Sucesso!

25 de janeiro de 2014

EQUILIBRANDO A SUA ALIMENTAÇÃO

Como não cortar nutrientes essenciais

A cada dia que passa as pessoas têm reconhecido a alimentação como um fator primordial para a saúde, principalmente no tocante a prevenção de doenças, buscando informações e procurando se inteirar das últimas descobertas científicas no assunto. Ter uma alimentação equilibrada se tornou a missão de muita gente que deseja evitar diabetes, hipertensão, câncer, cardiopatias e várias outras doenças que acabam com a qualidade de vida.

Ao contrário do que muitos pensam ter uma alimentação equilibrada não é algo complexo, basta ter um pouco de conhecimento e muita força de vontade.

O primeiro passo é nos conhecermos, sabermos nossos limites e a situação da nossa saúde e o segundo é conhecermos os alimentos, seus benefícios e as quantidades adequadas de acordo como o estilo de vida, por sinal, evitemos o sedentarismo, ele não faz bem para o coração.

Uma forma fácil de equilibrarmos nossa alimentação diária é seguirmos a pirâmide alimentar, respeitando as porções diárias de cada grupo de alimentos. É valido ressaltar que isso não é a dieta da pirâmide e sim uma forma de educação alimentar e nutricional. Através deste método nós aprendemos a separar os alimentos por grupos e a sua função biológica. Na base, por exemplo, nós encontramos o grupo dos energéticos que é composto pelas massas, cereais e tubérculos que têm como função biológica o fornecimento de energia; posteriormente temos o grupo dos reguladores que é subdividido em hortaliças e frutas, sua função biológica é fornecer vitaminas e minerais; acima temos o grupo dos construtores, que é subdividido em carnes, leguminosas e leite/derivados, a função biológica desses alimentos é fornecer proteínas de alto valor biológico; e, por fim, no topo, encontramos o grupo energético extra, que é composto por doces, salgadinhos, e gorduras, este grupo tem função de fornecer energia extra, não possuindo importância significativa, onde o consumo deve ser esporádico.

Para montarmos um prato bacana de almoço, por exemplo, devemos observar se todos os grupos estão presentes, recordando que o grupo do topo não possui esta obrigação, vamos ver:

Arroz (grupo dos energéticos) – ok
Feijão (grupo dos construtores) – ok
Salada de alface, tomate e cenoura (grupo dos reguladores)- ok
Peito de frango grelhado (grupo dos construtores) – ok
Azeite (grupo dos energéticos extras) – ok

E o café da manhã?

Pão de forma integral (grupo dos energéticos) – ok
Leite (grupo dos construtores) – ok
Banana (grupo dos reguladores) – ok
*Manteiga (grupo dos energéticos extras) – ok
*Note que a manteiga, apesar de ser um derivado do leite é um alimento energético extra, porque a mesma é uma gordura.

Viu como é importante combinarmos todos os alimentos dos grupos da pirâmide alimentar? Assim nós conseguimos alcançar o máximo de nutrientes essenciais que uma alimentação equilibrada tem a oferecer; exatamente por isso as dietas mirabolantes e de restrição calórica não são interessantes, pois cortam nutrientes!

Se fizermos a “dieta das folhas”, por exemplo, só vamos ingerir alimentos de um grupo em detrimento dos outros, ou seja, adeus proteínas, energia; outra informação importante é que os nutrientes interagem entre si, e se não equilibramos a nossa alimentação o corpo não os aproveita como deveria.

A partir de então é só determinar as quantidades de porções de acordo com a necessidade, o que varia muito de pessoa para pessoa, por isso, buscar ajuda profissional é essencial, no caso da alimentação, podemos contar com o profissional nutricionista, que calcula tudo direitinho.

Esperamos que tenham gostado desta simples dica.

22 de janeiro de 2014

DIETAS DE RESTRIÇÃO CALÓRICA E O DIA DO LIXO: NÃO SE CONSIDERE UMA LATA DE LIXO!

Recentemente surgiu por aí a ideia do “Dia do Lixo”; um dia da semana, mês ou vida, que é separado para ingerir alimentos que não são considerados saudáveis ou que foram cortados da “dieta”; uma espécie de libertação temporária.

Geralmente as pessoas mais adeptas a esta prática, são aquelas que fazem dieta de restrição calórica (cutting) e aproveitam este dia para colocar no cardápio os famosos fast-foods (comida rápida, como hambúrgueres e batatas-fritas), doces, churrasco, dentre outros alimentos hipercalóricos. É sabido que esses alimentos são grandes fornecedores de sódio, gorduras, açúcares e conservantes, que em excesso são nocivos à saúde, mas está tranquilo, afinal, é só UM DIA da semana ou da vida que foi escolhido para se “LIBERTAR”; certo?

ERRADO!!

Segundo alguns estudiosos da internet (amadores), o “Dia do Lixo”, estimula o organismo que estava em uma dieta de restrição calórica a retomar o hipermetabolismo, que outrora estava reduzido devido a aquela correta prática alimentar.

Pois bem, existe no nosso organismo um hormônio chamado leptina, conhecido como hormônio do inibidor do apetite, o qual é produzido, dentre outros locais do organismo, pelas células adiposas (adipócitos), ou seja, quanto mais gordura corporal, mais desse hormônio será produzido. Uma das suas funções é agir no controle da ingestão alimentar, agindo no hipotálamo sinalizando a saciedade, porém, estudos já evidenciam que pessoas obesas possuem resistência a esta substância, razão pela qual, possuem um apetite desenfreado e compulsões alimentares.

Contrariamente, ao ser praticada uma dieta de restrição calórica severa como, por exemplo, 1000 Kcal1, muito abaixo de qualquer taxa de metabolismo basal (TMB) adulta já calculada, há uma drástica redução de massa adiposa e da produção de leptina; paralelamente surge o aumento de concentração plasmática do hormônio do apetite, a grelina; ou seja, a pessoa sentirá vontade de comer e não o fará devido à imposição da “dieta”, o que poderá causar desordens alimentares graves como a hiperfagia, que é a exagerada ingestão de alimentos, ultrapassando as necessidades do organismo e a anorexia que é o medo excessivo de ganho de peso, onde a pessoa se priva da alimentação drasticamente. 

Primeiramente, é necessário entendermos que até mesmo aqueles que buscam maior percentual de massa magra necessitam manter a proporção adequada de massa gordurosa no corpo; não tem como “zerar” a gordura corporal, pois a mesma possui funções vitais no nosso organismo, como neste assunto, a produção da leptina. Entende-se que quando uma pessoa sente a necessidade de fazer o “Dia do Lixo”, ela no fundo não sente satisfação naquilo que está praticando no decorrer da vida; porque apesar dos aparentes resultados, a alimentação é considerada uma obrigação estética e não uma necessidade fisiológica e prazer.

Para quem não sabe, a gordura demora a ser digerida, podendo causar gastrite e em grandes quantidades, diarreia; principalmente para o um organismo que está sendo erroneamente estimulado a ficar sem ela. O risco de hiperfagia nestes casos também é aumentado, onde aquela pessoa não se contentará com um copo pequeno de milk shake acompanhado de um pacote pequeno de batatas fritas (↓ leptina e ↑ grelina); assim, é importante recordarmos que pessoas que fazem dietas de restrição calórica têm maiores pré-disposições para o acúmulo de gordura (resposta de socorro do organismo), portanto haverá um ganho de peso através dessa prática, mesmo que mínimo, onde temos um conseqüente efeito sanfona.

Portanto, praticar o “Dia do Lixo” não pode ser considerada saudável para o organismo, pois, geralmente surge para compensar outra falha grave que são as dietas de restrição calórica, que muitas vezes acontecem sem acompanhamento profissional. Imaginem um organismo que por um bom tempo recebe alimentos leves, em poucas quantidades e de repente em um dia, alimentos hipercalóricos e ricos em sódio? 
Ter uma vida saudável é viver bem todos os dias, sem cobranças!

Se existe a necessidade de uma “escapadinha”, não houve uma real mudança de comportamento alimentar. Uma alimentação saudável, equilibrada em macronutrientes e micronutrientes não possui necessidade alguma de “upgrade” no metabolismo, ainda mais com alimentos que não fazem bem algum ao organismo.

Quando uma pessoa é educada nutricionalmente ela sabe o que comer e quando comer e se sentir a necessidade de comer batatas-fritas com milk shake, por exemplo, ela o fará totalmente consciente, sem neuras e com equilíbrio, afinal, a alimentação não é continha de calorias, estética ou obrigação.

Por fim, alem de tudo, “Dia do Lixo” é um termo de extremo mau gosto. Desde quando lixo é bom? O melhor mesmo é vivermos sem cobranças, sem dia para isso ou dia para aquilo, termos consciência do que fazemos é a melhor parte da vida.

Então, você é adepto(a) ao Dia do Lixo?

1Este tipo de intervenção nutricional só é recomendada em casos de obesidade grave sob assistência de uma equipe multidisciplinar em saúde.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HEN, Rafael, A Importância do Dia do Lixo
Disponível em:

PERES, Rodolfo Anthero de Noronha Peres, Dia do Lixo: Vale à pena fazê-lo?
Disponível em:

GERBASI, Amanda Bellodi, et al, Leptina e grelina: o papel na patogênese da obesidade.

ROMERO, Carla Eduarda Machado; ZANESCO, Angelina, O papel dos hormônios leptina e grelina na gênese da obesidade
<http://www.scielo.br/pdf/rn/v19n1/28802.pdf>

MELDAU, Débora Carvalho; HIPERFAGIA
<http://www.infoescola.com/doencas/hiperfagia/>

ANOREXIA NERVOSA
< http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?138>